quarta-feira, 25 de maio de 2022

Companheiros

quero escrever - me  de homens

quero calçar - me de terra

 quero ser estrada marinha

que prossegue depois do último

caminho e quando ficar sem mim

não terei escrito por vòs  irmãos

de um sonho por vòs que não sereis

derrotados deixo a paciência dos rios

a idade dos livros mas não lego mapa

nem bússola porque sempre andei


sobre os meus pès e doeu - me às vezes viver

hei - de inventar um verso que vos faça justiça


por ora basta - me o arco - íris basta - me saber que morreis

demasiado por viverdes de menos mas permaneceis sem preço


companheiros  
 

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