com as mãos e os beijos
eu morei em ti e em ti meus versos
procuram voz e abrigo
e em ti guardei meus fogo e meu desejo
construí a minha casa porém não sei
das tuas mãos
os meus lábios perderam - se entre palavras
duras e precisas que tornaram a tua boca fria
a minha boca triste como um cemitério de beijos
mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiam por detrás
de tudo para saudar o vento e vejo o teu
corpo perfumado a erva e os cabelos soltando
revoadas de pássaros que agora se recolhem
quando a noite se move nesta casa de versos
onde guardo o teu nome
%20(1).jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário