no mundo que por que luto nasço
horas do fim
morre - se nada quando chega a vez
è sò o solavanco na estrada por onde
já não vamos
morre - se tudo quando não è justo
o momento e não è nunca esse momento
identidade
preciso ser um outro para ser eu mesmo
sou grão de rocha
sou pólen sem insecto
sou areia sustentando o sexo das árvores
existo onde me desconheço aguardando
pelo meu passado ansiando a esperança
do futuro

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