quarta-feira, 25 de maio de 2022

Poesia

se todo o ser ao vento abandonamos

e sem medo nem dò nos destruímos

se morremos em tudo o que sentimos

e podemos cantar è porque estamos nus

em sangue embalado a própria dor em

frente às madrugadas do amor quando

a manhã brilhar  refloriremos e a alma


 possuíra esse esplendor


prometido nas formas que perdemos


aqui depostas enfim a minha imagem


tudo o que è jogo o que è passagem no interior das coisas

canto nu aqui livre sou eu da lua e os jardins os gestos  recebidos


e o túmulo dos gestos pressentidos


aqui sou eu em tudo quanto amei não pelo meu ser

que sò atravessei não pelo meu rumor que sò perdi


 

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