te queimassem os lábios sopra - o com suavidade
para que o escuro apeteça para que desatem os teus
cabelos para que aconteça porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti que bebo a última gota e te conduzo
a um lugar sem tempo nem contorno porque apenas
para os teus olhos sou gesto e cor e dentro de ti me recolho
ferido exausto dos combates em que a mim próprio me venci
porque a minha mão infatigável procura o interior e o avesso da aparência e na brisa que a tua boca emana que ria redemoinhos
a minha volta
já não te contemplo e tu já não estás tímida
visto segmentos do teu corpo virgem das minhas mãos

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