à minha boca áspera de tanto desejar - te
as pontas dos dedos inquietos a fechar no vazio
a querer abrir para envolver os teus seios redondos
tenho a vertigem de cada viagem que ainda não fiz
no teu corpo e das culturas que ainda não aprendi
là longe
là longe ardem as pedras no interior dos poços recolhem
os mortos e as pedras là longe ardem a tua lìngua
o rio um poema o tèrmio afinal apenas encaixa os teus gemidos
são de pétalas as tuas ancas e se as desfolho enraízo na tua pele
como se houvesse um jardim inteiro a florir dentro de ti e fico
a levitar no teu perfume do teu corpo

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