quarta-feira, 25 de maio de 2022

Corpo

o amor brota pelas minhas veias salientes e suculentas

à minha boca áspera de tanto desejar - te

as pontas dos dedos inquietos a fechar no vazio

a querer abrir para envolver os teus seios redondos

tenho a vertigem de cada viagem que ainda não fiz

no teu corpo e das culturas que ainda não aprendi

                           là longe

là longe ardem as pedras no interior dos poços recolhem

os mortos e as pedras là longe ardem a tua lìngua

o rio um poema o tèrmio afinal apenas encaixa os teus gemidos


são de pétalas as tuas ancas e se as desfolho enraízo na tua pele 

como se houvesse um jardim inteiro a florir dentro de ti e fico


a levitar no teu perfume do teu corpo

 

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