a pena e em que as árvores
amigas são iguais e estão
vistas a vida è tão parada
e tão serena que afinal já não
há que contar mais e prevejo
com olhos anormais as coisas imprevistas
nos dias em que são cinzentos os meus céus
o de dentro e o de fora e è vago esta noção
de um velho Deus que não manda embora
deste espectáculo estafado em que de cor sei dizer
o que me foi ensaiado e que todos vão fazer
tenho inveja dos homens convencidos que nem sequer
sonharam que poderia haver paraísos perdidos
ainda não decifraram esta chamada em que andam envolvidos
e pensam que vivendo triunfam da vida em que os que sonham
são vencidos

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