e virgem e este murmúrio doce da folhagem
são o falar do mato na estiagem segredando
os misteriosos da origem calma profunda
doce resignada a vida não è mais do que
o viver da paisagem nostálgica e pasmada
a solidão tem dedos de veludo de fermentos
afagos delicados bendita solidão que beijos
tudo que andarão meus sonhos desvairados ?
nestes montados que purificação me invade
a alma !
como entra em mim toda a serenidade dos ermitões
orando na paisagem

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